A primeira pessoa a popularizar o tarot e a criar um baralho com fins esotéricos

baralho etteilla

Jean Baptiste Alliette (28.08.1738 à 12.12.1791) em Paris, sob o pseudônimo Etteilla, popularizou o tarot como um método divinatório e fez correspondências entre o tarot com astrologia e os 4 elementos da natureza (terra, fogo, água e ar) além de desenvolver o primeiro baralho com fins ocultistas.

Etteilla foi o primeiro a publicar descrições divinatória das cartas, que até então eram usadas para jogos lúdicos, e a apresentar métodos de tiragens, ou seja, ele coloca maneiras de distribuir as cartas na mesa e a atribuir significados pré definidos. Sua obra mais significativa foi “Manière de se recreer avec le jeu de cartes nomée Tarot” (Maneiras de se divertir com um jogo de cartas chamado Tarot)  publicado em 1785 na França e na Alemanha.

Em 1788 ele publica seu primeiro baralho ocultista chamado La Grand Etteilla e inicia a tradição de baralhos desenhados com fins esotéricos ilustrando ensinamentos herméticos contendo 22 arcanos maiores e 56 menores reinterpretados segundo a sua visão baseada na crença de que o tarot trazia ensinamentos do Antigo Egito.

Em seu conjunto, acrescentou 7 trunfos para descrever a gênese do universo. Alterou radicalmente os arcanos maiores e os reordenou mas manteve os elementos dos menores do sistema italiano (bastões, copas, espadas e moedas). Ele atribui os 4 elementos aos 4 naipes, faz associações zodiacais e colcoa descrições nas lâminas com palavras chaves para auxiliar durante a interpretação.

Neste mesmo ano ele fundou uma escola dedicada aos estudos do Tarô chamada “A Société des Intèrpretes du Livre de Thoth” (Sociedade de Interpretes do Livro de Thoth). E assim, ele forma uma nova geração de interpretes de cartas de tarot. Seus seguidores também publicam seus ensinamentos trazendo mais significados para as cartas.

Embora não tenha sido um grande pensador e influente como Papus ou S.L. Mathers, é notável a sua influência sob algumas autoridades tradicionais do ocultismo. Além de ser pioneiro na arte da interpretação, tem seu mérito por ter publicado a linguagem e a metodologia prática do uso das correspondências de forma a transformar o Tarô em uma ferramenta de divinação acessível.

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O livro de Thoth – Tarô de Etteilla – Editora Madras